William Mendonça
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Meu Diário
17/07/2011 10h38
BALAIO GERAL 002 – 17/07/2011

HARRY POTTER

Neste fim de semana, não há como deixar de falar de Harry Potter. A estreia mundial do último filme da saga, “Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2”, aconteceu na sexa-feira, dia 15, e milhões de pessoas, a esta altura, estão se acotovelando nas filas e salas de exibição. O Brasil, que entrou definitivamente no roteiro das grandes estreias, recebeu um dos jovens astros da série – Tom Felton, que interpreta o vilão Draco Malfoy. Ele causou alvoroço em frente ao Copacabana Palace, onde está hospedado, e no Morro da Urca, onde 600 fãs assistiram à primeira exibição do filme no país. A história no cinema seguiu neste oitavo filme a política de fazer algumas mudanças em relação ao livro, mas manter o fio condutor da trama criada por J. K. Rowling. O embate final entre Harry (Daniel Radclife) e o bruxo que matou seus pais (Ralph Fiennes) tem tons de guerra e tragédia – a autora não pegou leve só porque escrevia para um público jovem e o diretor David Yates reforçou este aspecto com muito drama e um visual sombrio. O certo é que nas próximas segundas-feiras, “Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2” vai estar encabeçando as listas das maiores bilheterias ao redor do mundo.
 
ANIMA MUNDI
Já quem prefere um programa de cinema menos “blockbuster”, para curtir sozinho, em turma ou em família, tem uma ótima opção durante a semana. Vai até o dia 24 o Anima Mundi, maior festival de animação das Américas e um dos 3 mais importantes do mundo. Serão mais de 400 filmes de animação, nos mais variados formatos, origens e tendências. Quem quiser colocar a mão na massa, pode participar das diversas oficinas do Estúdio Aberto – inclusive para crianças. O festival está em seu 19º ano e é uma verdadeira maratona para quem gosta de cinema de animação – com debates, workshops e o 6º Anima Fórum, um seminário profissional. No Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o evento ocupa os cinemas I e II, o auditório e o Teatro II.
 
ESTÉTICA PUNK
Por falar em CCBB, o térreo e o segundo andar do Centro Cultural foram tomados pela exposição “I am a cliché – ecos da estética punk”, que resgata a gênese plástica do punk, com a visão de 12 artistas consagrados sobre a metamorfose da imagem dentro da estética do movimento. O Punk – uma reação musical, comportamental e política ao rock grandiloquente de meados dos anos 70 e ao conservadorismo vigente – se apoiou fortemente no choque estético para passar sua mensagem. No dia 12 aconteceu um encontro entre o público e a curadora da mostra, Emma Lavigne. “I am a cliché” (título emprestado de uma música da banda X-Ray Spex) fica no CCBB até 2 de outubro e traz preciosidades comoi a coleção de capas de discos de Thierry Planelle e obras de gente como Andy Warhol.
 
ARQUEOLOGIA
A descoberta de novos sítios arqueológicos e o aumento do volume de material coletado e catalogado fez com que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciasse a implantação de um Centro Arqueológico no Rio de Janeiro, até o final de 2012. O local – um palacete histórico na Praça da República – já está sendo restaurado e adaptado para receber o centro. No estado do Rio, já estão catalogados 962 sítios arqueológicos, mas esse número vai crescer nos próximos anos. Somente na área onde está sendo instalado o Comperj, em Itaboraí, foram descobertos 41 sítios arqueológicos – e há um total de 140 no estado em fase de implantação.
 
LÔ E SAMUEL
Vai pintar por aí em breve um CD/DVD reunindo os parceiros Lô Borges e Samuel Rosa. Mineiros frutos de duas gerações musicais diferentes – Lô do Clube da Esquina, nos anos 70, e Samuel do rock brasileiros do final dos anos 80 – eles encontraram pontos de identificação no trabalho. Samuel, líder do Skank, já produziu e tocou em discos de Lô e os dois tiveram parcerias em canções de sucesso, como “Dois Rios”. No dia 15, aniversário de 45 anos do cantor do Skank, a dupla subiu ao palco do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, para apresentar seu novo projeto – um show em que fazem releituras de clássicos da MPB. Os dois continuam compondo juntos – há duas parcerias no novo disco de Lô, “Horizonte vertical”, que será lançado neste ano, inclusive a faixa título. O show, segundo eles, é uma celebração da amizade com muita música. 
 
NOITE EXTRA
A organização do Rock in Rio anunciou os artistas nacionais e internacionais que farão parte da noite extra do festival, que vai acontecer em 29 de setembro. Como já virou moda, quase nada de rock – quem sobe ao palco são artistas identificados com uma das irmãs do rock, a soul music. Destaque para o insuperável Stevie Wonder, o multi-instrumentista autor de alguns dos maiores sucessos dos últimos trinta anos, a inglesa Joss Stone e seu vozeirão, a banda Jamiroquai, que leva a influência soul às pistas de dança, e a cantora Janelle Monáe. O rock – mas com tratamento sinfônico – fica por conta do Concerto Sinfônico Legião Urbana, composto pela Orquestra Sinfônica Brasileira, com dois integrantes originais da banda de Brasília, o baterista Marcelo Bonfá e o guitarrista Dado Villa Lobos, além de vários convidados, na abertura da noite no palco principal. Para acompanhar a Legião Urbana você, leitor, nunca pensaria em Jamiroquai, Janelle Monáe ou mesmo no mestre Stevie Wonder, mas, fazer o que, é Rock in Rio e isso já faz parte da festa.
 
ROCK BRASÍLIA
O filme “Rock Brasília: Era de Ouro”, de Vladmir Carvalho, foi o vencedor na categoria documentário no Festival de Cinema de Paulínia. Com depoimentos inéditos e muito material de arquivo, o filme conta os primórdios, o surgimento e a repercussão das principais bandas de rock surgidas na capital federal no final dos anos 70 e início dos 80: Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. O diretor costura as lembranças dos personagens em suas entrevistas – inclusive uma feita pelo próprio Vladmir Carvalho com o cantor Renato Russo – a cenas daqueles dias, em que fazer rock era tudo que o pessoal de Brasília queria. Além de Renato, também o guitarrista Dado Villa-Lobos (Legião), Philippe Seabra (da banda Plebe Rude), Dinho, Fê e Flávio Lemos (Capital Inicial), entre outros, falam sobre sua experiência – desde a influência do punk inglês e a formação da lendária banda Aborto Elétrico, em 1981, até o sucesso nacional e os dias de hoje. 
 
A FEBRE DO RATO
O festival de Paulínia é uma verdadeira festa de prêmios – praticamente todo mundo ganha alguma coisa. Dizem que é parte da política de incentivo aos cineastas e produtores. Mas, no meio de tanta gente premiada, quem mandou bem mesmo foi o filme “A febre do rato”, do diretor pernambucano Cláudio Assis. O filme recebeu oito prêmios – melhor filme, ator (Irandhyr Santos), atriz (Nanda Costa), montagem, direção de arte, fotografia, trilha sonora e o Prêmio da Crítica. Muito se esperava do filme de Selton Mello, “O Palhaço”, que acabou superado. Mas Selton levou para casa quatro prêmios – melhor diretor, roteiro, figurino e ator coadjuvante, para o incrível Moacyr Franco, que mal aparece no filme mas rouba a cena. O público, que pode votar em seu favorito em totens no local do festival, não escolheu nenhum dos dois – quem levou o Prêmio do Público foi o diretor Carlos Alberto Riccelli, com seu “Onde está a felicidade?”, que também recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante, para a espanhola Maria Pujalte. Também na escolha dos documentários, o júri, a crítica e o público divergiram – o júri escolheu “Rock Brasília: Era de Ouro”, a crítica “Uma Longa Viagem”, de Lúcia Murat, e o público “A margem do Xingu – vozes desconsideradas”. Em suma, só não ganhou alguma coisa quem era muito ruim mesmo.
 
FESTIVAL DE BRASÍLIA
A comissão de seleção anunciou os filmes que farão parte do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontece a partir de 26 de setembro. Foram escolhidos seis longas para a mostra competitiva: "As Hiper-mulheres", de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro,  "Hoje", de Tata Amaral, "Meu País", de André Ristum, "O Homem que não Dormia", de Edgard Navarro, "Trabalhar Cansa", de Juliana Rojas e Marco Dutra e "Vou Rifar meu Coração", de Ana Rieper. Entre os curtas, a mostra competitiva terá 12 filmes - selecionados entre nada menos que 415 inscritos. Para a mostra dos filmes de animação, também foram escolhidos 12 filmes, entre 99 inscritos. Muita gente está produzindo cinema no Brasil, brigando contra as dificuldades, a burocracia da lei do audiovisual e a falta de grana.
 
SÉRGIO E YUKA
O ex-líder e fundador do Rappa, Marcelo Yuka, é uma verdadeira usina criativa. Ele voltou à estrada para lançar um novo álbum, produz o "Mestiço", um projeto de “eletro-indígena-hardcore”, produz também uma banda de pagode formada por presos em regime semi-aberto, escreve poesia, e está montando seus shows para o Rock in Rio e o Black na Cena. Para sorte de quem gosta de rock e, principalmente, para a turma que acompanhou a carreira da banda Tubarões Voadores – o peixe grande de Itaboraí que foi precursor do hardcore e do crossover no Brasil – Yuka conseguiu levar o ex-vocalista dos Tubarões, Sérgio Espírito Santo, de volta ao estúdio. Em entrevista publicada em O Globo, Yuka contou: "quero fazer rock, então me juntei com Sérgio Espírito Santo, dos Tubarões Voadores, uma banda de Itaboraí que, antes dos Raimundos, já usava coisas de baião, antes de Nação Zumbi, já fazia crossovers impensáveis. Eu e Sérgio estamos juntos no Mestiço, um projeto eletro-indígena-hardcore". Coisa boa, com certeza.
 
MUSTANG DE PEÇAS NOVAS
A banda Mustang 65, de Niterói, que toca clássicos do rock e um repertório próprio muito interessante, passou por uma crise em abril, com a saída de três integrantes – o baixista Luiz Cláudio, o baterista Ayrton Jr. e o guitarrista Luciano Barbosa. Gerou certa confusão o fato de quem saiu ter “decretado” o fim da banda, sem avisar a quem ficou. Mas, aparadas as arestas e avisados aos seguidores nas redes sociais, o guitarrista e vocalista Caio Mattos e o tecladista Ricardo Mann procuraram repor as peças do Mustang. Nas baquetas, o antigo “sexto” integrante, Marcelo Borring, assumiu o posto. Para o baixo, Cristiano Mika, ex-integrante da banda Replay, que, com seu estilo “a la” Roger Glover, acrescentou mais peso ao som da banda. E, chegando apenas dois ensaios antes da banda retornar ao palco, o guitarrista Fred Santos, ex-Barbarella, aditivou o combustível do Mustang 65 com solos mais agressivos. A volta aconteceu no início de junho, na Festa de São José em Piratininga, com direito a coisas novas no repertório. Ficou curioso e quer ouvir o Mustang? Passe belo blog da banda – tem músicas para download gratuito.
 
LISTAS
Quem leu o livro “Alta Fidelidade”, de Nick Hornby, sabe que quem gosta de música, geralmente, tem mania por listas – é quase um transtorno obsessivo-compulsivo. As dez melhores isso, as 100 melhores aquilo, chega ao cúmulo de elegerem os melhores figurinos, etc. O livro de Hornby fala de um dono de uma decadente loja de discos abordando sua também decadente vida amorosa através de listas de músicas e listas de mulheres. O filme baseado no livro também é ótimo, com John Cusac e Jack Black, é uma daquelas pérolas pouco valorizadas do cinema. Mas esse papo todo aqui é apenas um motivo para falar que estamos no mês do rock e provocar: qual é a sua lista dos 10 maiores rocks de todos os tempos? Pois é, a minha vai ficar para depois, mas vou deixar aqui a lista do jornalista João Carlos Santana, da CBN, que nessa semana me fez ouvir aos berros a “rádio que toca a notícia” com um monte de rifs de guitarra. A lista do quadro “Sala de Música” – que na verdade tem 15 músicas - está disponível no blog do J. C. Santana, mas gerou polêmica por não ter, por exemplo, alguma música do Elvis, do Pink Floyd, Bob Dylan, do Nirvana, dos Sex Pistols, do Kiss, do Rush, e até mesmo de bandas brasileiras. O fato é que o jornalista escolheu vários clássicos, geralmente mais pesados. Passa lá no blog do cara, que tem também os links para vídeos da músicas escolhidas no Youtube. Em tempo: a coluna “Sala de Música” vai ao ar de segunda a sexta, por volta das 16:10h, na CBN, e no sábado, às 21:30h.
 
 
 
Aviso aos leitores: BALAIO GERAL atrasou dois dias por falta de energia nos transmissores do colunista. Muito trabalho e gripe dá nisso. Pedimos desculpas. Continue prestigiando www.williammendonca.com.
 
NOTA EXTRA: 14 BIS
Pouco depois da publicação da coluna BALAIO GERAL, chegou a notícia do acidente ocorrido com o ônibus da banda 14 Bis – que tirou a vida de um técnico do grupo e deixou 14 feridos. O ônibus que transportava o grupo e seu staff trafegava pela BR 381, que liga Minas ao Espírito Santo, quando saiu da estrada, à altura do Km 481, caindo em um barranco. O acidente aconteceu próximo à cidade de Roças Novas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O 14 Bis, banda mineira que teve origem no progressivo O Terço, mas sempre navegou pelo pop e a mpb, firmou Flávio Venturini como um nome importante da música no país e se mantém na estrada há mais de 30 anos. Como no Brasil – país de dimensões continentais com estradas mal sinalizadas e mal conservadas – viajar é sempre um risco, resta esperar que a banda se recupere do trauma e siga em sua já longa carreira. Afinal, como diz a música, “todo artista tem de ir aonde o povo está”. (17/07/2011 - 14:39h)

 


Publicado por William Mendonça em 17/07/2011 às 10h38
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08/07/2011 18h00
BALAIO GERAL 001 – 08/07/2011

Depois de passar pelas páginas de alguns jornais de Itaboraí e Tanguá – O ALERTA, O GRITO e REAÇÃO – nos últimos anos, a coluna de cultura e variedades BALAIO GERAL, de William Mendonça, passa a ter periodicidade semanal no site www.williammendonca.com.

 
GABRIELA SOU DA PAZ
No dia 1º, sexta-feira passada, na Livraria Saraiva, aconteceu o lançamento do livro “Gabriela Sou da Paz”, que conta a história de Gabriela Prado Maia Ribeiro – morta por uma bala perdida durante uma troca de tiros no metrô da Tijuca, em 200 ... – e do movimento contra a impunidade surgido a partir desse fato. As figuras de genuína coragem de Cleide e Carlos, pais de Gabriela, que fizeram da dor um combustível para a luta, também mereciam essa homenagem. “ Como eu sempre quis, é um livro alto astral, mesmo abordando a trágica perda de uma filha única, nos seus 14 anos de vida”, comenta Carlos Santiago. O livro está à venda pelo site www.gabrielasoudapaz.org.
 
ARTE EM ORATÓRIOS
Vai até 22 de julho, na Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres, a exposição “Arte em oratórios – mobiliário do séc XIX”, numa parceria entre a Fundação de Arte e Cultura de Itaboraí (FAC) e o IPHAN. O acervo da mostra, recentemente recadastrado pelo IPHAN, que pertenceu às irmãs Heloísa e Marieta Alberto Torres, e representativo do período colonial e imperial brasileiro. Nas palavras do professor Cláudio Rogério Dutra, diretor de Patrimônio Histórico da FAC, “é uma oportunidade de tomar contato com a memória e a tradição de nossa região através de sua expressão religiosa popular”. Aberta de segunda à sexta-feira, das 9 às 17 horas. A Casa de Cultura fica na Praça Marechal Floriano Peixoto, no Centro de Itaboraí.
 
INSTANTÂNEOS
No último dia 5, também na Casa de Cultura de Itaboraí, aconteceu o lançamento da segunda edição do livro “Instantâneos do Passado”, que apresenta fotos do acervo histórico da cidade, em preto e branco, realizadas em 1992 pelos fotógrafos Marlus Suhet, Márcio Soares e Ronaldo Soares. Esta edição, também realizada pela Prefeitura de Itaboraí através da Fundação de Arte e Cultura (FAC), teve projeto de Sérgio Espírito Santo, textos e entrevistas de William Mendonça, versão para o inglês de Saulo Mattos e projeto gráfico de Fernanda Villa-Lobos. No lançamento, houve um debate sobre patrimônio histórico local e a produção dos “instantâneos”.
 
BILLY BLANCO
Faleceu na manhã de sexta-feira, dia 8, no Rio, um dos precursores da bossa nova – o compositor Billy Blanco, parceiro de artistas do calibre de Tom Jobim, João Gilberto e Baden Powell. Ele tinha 87 anos e estava internado desde outubro do ano passado no Hospital Pan Americano, na Tijuca, para tratamento após ter sofrido um AVC. Billy Blanco era natural de Belém (PA) e mudou-se para São Paulo em 1946, para estudar arquitetura. Dois anos depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Era considerado o cronistas dessas duas cidades e de seus tipos, que viravam cartões postais em suas letras – como na “Sinfonia do Rio de Janeiro”, composta em 1954 em parceria com Tom Jobim, alguns anos antes do surgimento da bossa nova.
 
SOM NO BECO 2
O Bar do Beco, localizado na mais antiga rua de Itaboraí, a Travessa Espírito Santo (ao lado da Igreja Matriz) vai realizar no próximo domingo, dia 10, a segunda edição do evento “Som do Beco”. Os shows começam às 20 horas, com as bandas Chapakenti, DeLaufers e Biokimi-K, além dos DJs Mau e Marbig. A entrada é baratinha: R$ 5,00.
 
CILADA.COM
Numa semana em que quase ninguém teve coragem de estrear no cinema – porque no dia 15, “Harry Potter” vai tomar a maioria das salas de exibição do país – o destaque é “Cilada.com”, uma comédia baseada na série de Bruno Mazeo. É cinema-pipoca, feito para divertir sem compromisso – fica claro desde o argumento do filme que ninguém teve ali a intenção de fazer “cinema de arte”. A estreia, com 400 cópias e campanha de blockbuster, mostra que, pelo menos nesta semana, não tem para ninguém. Resta saber se a história do cara que tem um vídeo com sua péssima performance sexual postado no Youtube pela ex-namorada vai recuperar o investimento apenas nessa primeira semana ou aguentar mais algumas semanas depois da chegada do último episódio da saga de Harry Potter às telas.
 
HARRY POTTER
A incrível expectativa para o lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2”, que acontece no dia 15, leva a crê que o último filme da saga do bruxo adolescente criado por J. K. Rowling será o maior sucesso da temporada – e também da série. A pré-estreia, que parou Londres no último dia 7 – com direito a tapete vermelho na Trafalgar Square e a uma réplica do Beco Diagonal para visitação dos fãs – deu mostras da histeria coletiva que envolve o filme. A fila para conseguir um ingresso deixou centenas de fãs dois dias acampados no local. É claro que os fãs de Harry Potter já sabem o final da história – o livro foi lançado há alguns anos, mas isso pouco importa. 400 milhões de livros vendidos, traduções em 70 línguas, mais de US$ 6,4 bilhões de faturamento com os sete filmes anteriores, Harry Potter, ou melhor, sua autora, até poderia se chamar Midas.
 
TEMPO DE FESTIVAIS
Um dos principais festivais de cinema brasileiros está rolando, e outro está prestes a começar. O de Paulínia começa, oficialmente, no dia 8 – mas desde o dia 7 está movimentando a cidade paulista, com a exibição do filme “Corações Sujos”, de Vicente Amorim, que não faz parte da mostra competitiva. São 6 longas-metragem e 15 curtas competindo e um dos mais aguardados é “O palhaço”, segundo trabalho de Selton Melo como diretor, exibido no dia de abertura. Selton ganhou o festival em 2008, com seu filme de estreia, "Feliz Natal". Nas noites do festival de Paulínea, após a exibição dos filmes, acontecem shows com artistas de primeira linha, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Seu Jorge e Vanessa da Matta. No dia 15, a coordenação do Festival de Cinema de Brasília anuncia os filmes que farão parte da mostra competitiva deste ano. Só de curtas-metragens foram mais de 400 inscritos, o que dá bem o panorama da produção cinematográfica do país na atualidade.
 
ROCK MESMO
Enquanto a maioria das atrações do Rock’n Rio deste ano passam longe da definição de rock, alguns shows programados para o circuito nacional são rock mesmo. É claro que o 
Rock’n Rio é apenas uma marca, que talvez fosse mais honesta como “Pop’n Rio”, até porque há atrações nada roqueiras no festival desde a sua primeira edição, em 1985. Mas sobre rock, a boa notícia é que Roger Waters, o baixista e ex-líder do Pink Floyd, vai retornar ao Brasil em março do ano que vem com seu mega-show “The Wall” – que traz todo o repertório do disco/filme do grupo, que já é um clássico. Ele já passou por aqui com este show, que traz um telão monstruoso em forma de muro, som quadrifônico, efeitos especiais e até o impagável porco voador ... Resumindo: a parafernália do Pink Floyd no auge do sucesso, com toques fundamentais do século XXI. Quem já viu diz que ninguém sente falta do guitarrista David Gilmour (o que eu duvido). As datas confirmadas pela produtora são 17 de março em Porto Alegre, 21 e 22 em São Paulo e 25 no Rio de Janeiro.
 
O ASTRO
A Globo tentou de tudo para resolver o problema da perda de audiência nos fins de noite – minisséries, séries de humor, séries de suspense, programas jornalísticos, etc. Como nada deu certo, nada como apostar no seu melhor produto – as novelas. Melhor ainda: refilmar uma novela clássica, da maior autora de todos os tempos. É assim com “O Astro”, texto atualizado de uma obra de Janete Clair, que marcou época. Rodrigo Lombardi, depois do sucesso como o Mauro de “Passione”, assume o papel que foi de Francisco Cuoco na versão original – um vidente com ares de charlatão. A passagem de bastão entre os protagonistas acontecerá na própria novela, pois Cuoco fará uma espécie de mestre de Herculano Quintanilha – que passa os segredos da magia ao discípulo quando os dois estão na prisão. O horário é o das 11 da noite e os responsáveis pela adaptação do texto são Geraldo Carneiro e Alcides Nogueira. A fórmula é boa. Se vai dar certo, é outra coisa.
 
UM ZEUS NOS ACUDA
Quem gosta de teatro deve ir arrumando uma data na agenda para assistir, no próximo final de semana, à peça “Um Zeus nos acuda”. Dirigida por Zeca Palácio, a peça estreia no próximo dia 15, às 20 horas, com temporada relâmpago de apenas um fim de semana no Teatro Municipal João Caetano. O texto é de Allan Rhangel e a música de Davi Vianna. Ingressos a R$ 12,00 (R$ 6,00 para estudantes).
 
BIBLIOTECA REABERTA
A Biblioteca Estadual de Niterói foi reaberta ao público no dia 5, depois de quase quatro anos fechada para reformas, que custaram 4 milhões de reais. O acervo da BEN conta com mais de 60 mil peças, entre livros, CDs e DVDs, e o prédio histórico localizado na Praça da República, no Centro de Niterói, passou por reformas na fachada, iluminação interna, pisos e outros itens. Glória Blauth, que havia se aposentado depois de 38 anos de trabalho no local, foi convidada a voltar e assumir a direção da Biblioteca, que agora investe também na interatividade e na busca por um público mais jovem.
 
FLIP EM DUAS RODAS
A nota mais legal sobre a Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP) foi, certamente, a presença do músico, cineasta e escritor David Byrne, o ex-líder dos Talking Heads - grupo icônico do rock dos anos 80. Ele veio ao Brasil na sua peregrinação em defesa dos meios de transportes ecológicos e, mais especificamente, das bicicletas. A nota triste é que ele descartou a volta dos Talking Heads, considerando que o trabalho do grupo ficou muito bem registrado na sua época áurea. A nota feliz fica por conta do seu livro "Diários de bicicleta", falando da experiência do músico com as bikes, que começou para fugir do esquema das turnês do grupo - ele aproveitava para conhecer melhor as cidades por onde passava. Depois da FLIP, Byrne vai participar de um fórum sobre "Cidades, bicicletas e o futuro da mobilidade", no Sesc Pinheiros, em São Paulo.
 
 

Publicado por William Mendonça em 08/07/2011 às 18h00
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04/07/2011 08h00
A NOVA CARA DO SITE www.williammendonca.com

Os visitantes do site vão notar algumas mudanças, a partir do mês de julho de 2011, fruto de uma reformulação do projeto original. Conheça agora algumas das mudanças

 
COLUNAS:
Aproveitando o espaço do blog do site, estamos ampliando o 
espaço para o jornalismo cultural e de variedades, que vez por 
outra surgia por aqui. Algumas colunas criadas e escritas por 
William Mendonça, que inicialmente figuravam em jornais, 
passam a ocupar espaço fixo no blog do site, com dia da 
semana para publicação e numeração sequencial. Fique de olho 
nas datas:
BALAIO GERAL - Publicada às sextas-feiras. Fala sobre 
as estreias do cinema, novidades da música, literatura, teatro, 
cultura em Itaboraí, Tanguá e cidades vizinhas e 
comportamento.
Outras colunas virão. É só aguardar.
 
TEXTOS DIÁRIOS:
A publicação de textos, que inicialmente tinha apenas o aspecto 
de apresentar uma amostra do trabalho literário de William 
Mendonça, agora passa a ser diária. Assim, o leitor sempre 
encontrará alguma novidade ao passar pelo site.
Dentro do possível, haverá datas fixas para a publicação de 
alguns gêneros literários, para facilitar a vida do leitor, a saber:
CRÔNICA - Uma crônica semanal, na segunda-feira.
BIOGRAFIAS - Para dar agilidade à publicação das séries de 
perfis biográficos "Histórias de Poetas" e "Gente de Teatro", 
haverá três dias da semana com novos textos: terça-feira, 
quinta-feira e sábado. Outras séries passarão a ser publicadas 
em 2012.
SONETOS - Apresentando o acervo de sonetos escritos por 
William Mendonça, sempre aos domingos.
POEMAS EM GERAL - Outros poemas serão publicados nas 
quartas-feiras.
OUTROS TEXTOS - Nas sextas-feiras, o espaço para outros 
textos de William Mendonça - contos, cenas de peças de teatro, 
cordéis, etc.
 
PUBLICAÇÃO DE LIVROS:
E-BOOKS - Continua a iniciativa de publicação de e-books, com 
download gratuito. Outros quatro serão publicados, um por mês, 
até outubro: um de sonetos, duas peças de teatro e um de 
poemas. O projeto é publicar toda a obra de William Mendonça 
em e-book até o final de 2012.
LIVROS IMPRESSOS - Após a estruturação da Editora Cia. de 
Duques - criada no início do ano -  os livros de William 
Mendonça já possuem um cronograma para publicação em 
versão impressa. Os livros poderão ser reservados e 
comprados pelo site a partir de agosto. Aguardem novas 
notícias.
 
RELACIONAMENTO:
TROCA DE LINKS - Você escreve ou realiza algum trabalho na 
área cultura, tem um blog ou site nesta área? Entre em contato 
com a gente e deixe o seu link, para publicarmos na página de 
links do site. Quem faz cultura, divulga cultura.
APOIADORES - Se você quer apoiar o site 
www.williammendonca.com, entre e contato e solicite nosso 
release e kit de divulgação, pelo e-mail will_mendonca@yahoo.com.br.

Publicado por William Mendonça em 04/07/2011 às 08h00
 
01/07/2011 08h00
ESTATÍSTICA GERAL DO SITE www.williammendonca.com

 

O site passará a publicar semestralmente, sempre em 1º de 
julho e 1º de janeiro, as estatísticas de acesso e os destaques
entre os textos, e-books e áudios disponíveis. O objetivo é 
manter o leitor informado, orientar possíveis apoiadores e 
sistematizar uma prática que já vinha sendo adotada, de forma
esporádica, pela administração do site. A fonte dos dados é o 
provedor do site www.williammendonca.com, o Recanto das 
 
NÚMEROS DO SEMESTRE:
18188 acessos entre 01/01/2011 e  30/06/2011
7011 visitas entre 01/01/2011 e  30/06/2011
 
NÚMEROS GERAIS:
187567 acessos até 30/06/2011
49429 visitas até 30/06/2011
 
E-BOOKS:
1000 DOWNLOADS
Média: 166 por livro
Destaques: os livros Viajante Noturno e Realidade Nua e Crua
com mais de 250 downloads cada um
 
TEXTOS:
23635 LEITURAS
Média: 156 por texto
Destaques: a crônica Orfeu, o mito reinventado, há mais de dois 
anos o texto mais lido, com 1845 leituras, e as séries de 
crônicas e de biografias, com oito textos cada entre os vinte 
textos mais lidos do site.
 
BLOG:
12498 LEITURAS
Média: 201 leituras por post
Destaques: as colunas culturais de William Mendonça (Informe 
Cultural e Balaio Geral), com duas postagens com mais de 380
leituras cada, liderando as estatísticas.
 
ÁUDIOS:
3158 AUDIÇÕES
Média: 210 audições por arquivo
Destaque: A música Dama da Noite, a primeira a ser 
disponibilizada no site, que é a mais ouvida há quatro anos, 
com 646 audições, o dobro do segundo arquivo mais ouvido, o 
 
 
ESCLARECIMENTOS DO PROVEDOR DO SITE:
Acessos: um acesso acontece toda vez que um visitante 
acessa uma página do seu site. Em uma mesma visita, o 
visitante pode acessar diversas páginas.
Visitas: uma visita acontece toda vez que um visitante entra no 
seu site, não importando quantas páginas ele acesse. Um 
mesmo visitante pode realizar diversas visitas em horários 
diferentes.

Publicado por William Mendonça em 01/07/2011 às 08h00
 
04/06/2011 14h00
A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

Para comemorar a volta do site às suas atividades normais, uma mudança para um layout florido e solar, para fugir de qualquer pensamento sombrio, e a publicação de alguns textos que fogem um pouco ao padrão do que produzo.

Os poemas "De quem perdi" e "Canto de Trabalho" fariam parte de uma peça de teatro, com uma temática mais rural, usando elementos da cultura popular que, no fim das contas, acabou não se tornando realidade. Como gosto de escrever nesse formato (tirado de algumas formas tradicionais dos cantadores nordestinos, como a embolada e o coco), decidi continuar criando poemas no mesmo estilo. Aos poucos, vou publicando por aqui.

Quem visita o site agora também pode fazer o download gratuito do livro de haicais VISTA ZEN, que reúne meus pequenos poemas de mais de duas décadas. O formato é bem legal, como um encarte de CD. Ele já estava disponível no Recanto das Letras e agora aparece aqui no site.


Publicado por William Mendonça em 04/06/2011 às 14h00



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