William Mendonça
POESIA, PROSA, MÚSICA E TEATRO
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Meu Diário
12/09/2011 12h00
APAGANDO A VELINHAS

Pois é, hoje estou feliz, feliz! Meu site tá fazendo hoje cinco anos de atividade. Poesia, prosa, música e teatro no ar - é minha forma de resistência cultural. Escrevo e publico o que dá na telha, ninguém me censura, ninguém paga nada, nem pra baixar meus livros ... Não preciso de nada mais que isso.
Parece um pouco de marra, eu sei, mas não é o caso. Só que depois de fazer jornal por aí por mais de duas décadas, sempre escrevendo e trabalhando para outras pessoas, e depois de seis anos no Banco do Brasil, contando o dinheiro dos outros, aprendi muito bem o valor da liberdade - as escolhas que a gente faz, as coisas que diz, os amigos que encontra - muitos a gente cativa, outros acabam perdidos pela vida.
Liberdade pra mim é saber que quem lê o que publico no meu site pode ou não gostar do que eu escrevo, pode até ficar indiferente, pode questionar o motivo estranho que levou um escritor tão canhestro a achar que pode publicar ... Mas a pessoa terá o direito de ler o que eu escrevo, se quiser. Se eu ficar engavetado, procurando uma editora qualquer pra publicar livrinhos sabe-se lá deus quando, ninguém vai conhecer o bom e velho William Mendonça, nem mesmo pra criticar.
Em 2006, quando decidi para com os blogs e criar o site, queria um espaço em que qualquer pessoa pudesse achar este cara que vos fala. Depois, se quiser virar a página e nunca mais aparecer por aqui, vou ficar triste, mas não vou espernear. Mas, por experiência própria, sei que muita gente volta, comenta, pede mais textos, e isso é o melhor de tudo.
Assim, meus filhos, aqueles fãs que eu mesmo fabriquei, com a ajuda inestimável de minha musa Virginia, podem dizer quando alguém pergunta o que o pai faz: "ele é artista!" Tem coisa melhor que isso?


Publicado por William Mendonça em 12/09/2011 às 12h00
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01/09/2011 12h00
GENTE DE TEATRO

A vida e a obra dos grandes
nomes do teatro mundial


   A série de perfis biográficos GENTE DE TEATRO, de William Mendonça, surgiu a partir de sua experiência como oficineiro teatral na Cia. Parafernália de Teatro, de Itaboraí-RJ. Como a maioria das oficinas de teatro privilegia as atividades de improvisação e os jogos teatrais no palco, percebe-se que o ator iniciante, geralmente, sai mal informado sobre a teoria teatral, as principais peças e a cronologia da evolução do teatro como arte.
   O autor considerou que, ao invés de abordar a teoria teatral por seus tópicos – falando, por exemplo, do Teatro Dialético, do Teatro do Absurdo ou do Teatro do Oprimido como maneiras de se criar o espetáculo – seria mais interessante abordar os grandes nomes da arte teatral – diretores, dramaturgos, atores e teóricos. Essa abordagem permite que o ator iniciante compreenda melhor a cronologia do arte teatral e tome contato com os modos de ver e fazer teatro, desde a antiguidade até os dias de hoje.
   Inicialmente, a série GENTE DE TEATRO foi programada para conter 50 nomes, com artistas brasileiros e estrangeiros, que comporiam uma apostila ou livro. No entanto, com a criação  do site www.williammendonca.com, e a posterior publicação dos perfis biográficos, o autor decidiu que a série teria, ainda, cinco perfis biográficos “bônus” e uma “linha do tempo”, posicionando os biografados ao longo da história do teatro.
   Atualmente, a série GENTE DE TEATRO está sendo publicada no site www.williammendonca.com, com previsão de que todos os textos estejam disponíveis on-line até o final de 2016. O e-book com a versão completa da série, incluindo a “linha do tempo” e sugestões de bibliografia a respeito de cada biografado e sua obra, será publicado em janeiro de 2017.

   Veja aqui, os links para os perfis biográficos já publicados da série GENTE DE TEATRO, de William Mendonça:

Antonin Artaud
Arthur Miller
Bernard Shaw
Bertold Brecht
Dario Fo
Erwin Piscator
Ésquilo
Eurípedes
Gil Vicente
Gordon Craig
Henrik Ibsen
Luigi Pirandello
Max Reinhardt
Moliére
Peter Brook
Samuel Beckett
Sófocles
Stanislavski
Stella Adler
Tchekov
 


Publicado por William Mendonça em 01/09/2011 às 12h00
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01/09/2011 00h00
HISTÓRIAS DE POETAS

A obra, a vida e fatos inusitados
sobre os maiores poetas do mundo


   A série de perfis biográficos HISTÓRIAS DE POETAS, de William Mendonça, surgiu para integrar a página dedicada à poesia do jornal A VOZ DE MARAMBAIA, dirigido pelo professor e poeta Osvaldo Luiz Ferreira, em Itaboraí-RJ. A idéia foi incentivar os leitores a conhecer melhor os principais nomes da poesia universal, chamando a atenção para fatos inusitados e até pouco comentados a respeito dos poetas. Foram publicados os primeiros seis perfis no jornal, até sua paralisação, mas o autor, considerando relevante a temática, decidiu continuar a escrever a série para posterior publicação.
   Em HISTÓRIAS DE POETAS, William Mendonça aborda sempre o chamado “lado B” dos poetas que biografa. Fala, por exemplo, sobre o heterônimo astrólogo de Fernando Pessoa, sobre a participação de Tomás Antônio Gonzaga na Inconfidência Mineira e na atuação como matemático de Omar Kahhyam. Mas tudo isso sem deixar de lado a referência aos principais poemas e livros de cada poeta.
   Inicialmente, a série HISTÓRIAS DE POETAS foi programada para conter 50 nomes, com poetas de várias partes do mundo, para publicação na imprensa. No entanto, com a criação  do site www.williammendonca.com, e a posterior publicação dos perfis biográficos na internet, o autor decidiu que a série teria, ainda, cinco perfis biográficos “bônus” (abordando poetas conhecidos também por outros grandes talentos, como Shakespeare e Edgar Allan Poe) e uma “linha do tempo”, posicionando os biografados ao longo da história da literatura.
   Atualmente, a série HISTÓRIAS DE POETAS está sendo publicada no site www.williammendonca.com, com previsão de que todos os textos estejam disponíveis on-line até o final de 2016. O e-book com a versão completa da série, incluindo a “linha do tempo” e sugestões de bibliografia a respeito de cada biografado e sua obra, será publicado em janeiro de 2017.

   Veja aqui, os links para os perfis biográficos já publicados da série HISTÓRIAS DE POETAS, de William Mendonça:

Ana C.
Bocage
Cecília Meireles
Chacal
Charles Baudelaire
Cruz e Souza
Edgar Allan Poe
Emily Dickinson
Fernando Pessoa
Lord Byron
Omar Kahyyam
Pablo Neruda
Petrarca
Rimbaud
Safo
Sylvia Plath
Tomás Antonio Gonzaga
T. S. Eliot
Vinícius de Moraes
William Shakespeare


Publicado por William Mendonça em 01/09/2011 às 00h00
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29/07/2011 21h00
BALAIO GERAL 004 – 29/07/2011

 

CAPITÃO AMÉRICA
Depois de desbancar Harry Potter em sua estreia no Estados Unidos – que aconteceu uma semana antes do Brasil – o filme “Capitão América: O Primeiro Vingador” chega por aqui também para rivalizar com o último episódio da saga do bruxo adolescente, que foi visto por quase 4 milhões de brasileiros até o último dia 24. O filme, que finalmente trata no cinema o herói mais identificado com os Estados Unidos, primeiro sucesso da Marvel Comics lá nos anos 40, como ele merece. A super-produção custou US$ 140 milhões, com cópias em 3D, a onda do momento. O diretor Joe Johnston (de “Jurassic Park III” e “Jumanji”) não decepciona neste moderno filme de ação. O ator Chris Evans sai da pele do Tocha Humana, do Quarteto Fantástico, para encarnar Steve Rogers - voluntário num projeto secreto para a criação de um supersoldado, o Capitão América. No elenco ainda estão o sempre ótimo Tommy Lee Jones, o eterno agente Smith de Matrix, Hugo Weaving, e Samuel L. Jackson. O filme prepara terreno para outro, que é aguardado pelos fãs da Marvel, que reunirá todos os Vingadores.
 
RINGO STARR
Depois do sucesso de Paul Mcartney, que precisou até fazer show extra no Rio de Janeiro, o ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr, pelo visto se animou e decidiu vir ao Brasil. Os shows de Ringo e sua All Starr Band vão acontecer em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Recife. Ringo, que pouco cantava nos Beatles e teve apenas alguns êxitos esporádicos fora do quarteto de Liverpool, deverá ainda assim mobilizar boa quantidade de fãs da banda, até porque é um dos únicos dois ex-Beatles vivos. É o caso do "depressa antes que acabe". A turnê vai começar no dia 10 de novembro, no Ginásio do Gigantinho, em Porto Alegre, dias 12 e 13 de novembro, no Credicard Hall, em São Paulo, 15 de novembro, no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, dia 16 de novembro em Belo Horizonte, no Chevrolet Hall, dia 18 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília e, dia 20 de novembro, em Recife, no Chevrolet Hall. Os ingressos estão à venda desde o dia 18  pelo telefone 4003-5588 e pelo site www.ticketsforfun.com.br, além de pontos de vendas pelo Brasil.
 
FESTIVAL DE GRAMADO
Começa na próxima sexta-feira, dia 5, o mais popular dos festivais de cinema do Brasil – o Festival de Gramado. É a 39ª edição do evento, que sempre apresenta um bom painel das produções cinematográficas da América Latina, além de filmes nacionais. Neste ano, são 50 filmes em competição, incluindo títulos de países como México, Colômbia, Uruguai, Colômbia, República Dominicana, Argentina e Chile. Os longas nacionais da mostra competitiva são “As Hiper Mulheres”, de Carlos Fausto, Leonardo Sette, Takumã Kuikuro,  “O Carteiro”, de Reginaldo Faria,  “Olhe pra mim de novo”, Claudia Priscilla e Kiko Goifman,  “País do Desejo”, de Paulo Caldas, “Ponto Final”, de Marcelo Taranto, “Riscado”, de  Gustavo Pizzi, e “Uma Longa Viagem”, de Lúcia Murat. Na abertura será apresentado o filme “O Palhaço”, dirigido e protagonizado por Selton Mello, que recentemente ganhou quatro prêmios no festival de Paulínia, incluindo o de melhor diretor.
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CLÁSSICOS ON-LINE
Heloísa Fischer, fundadora e diretora de VIVAMÚSICA!, está mixando e disponibilizando sets de música clássica na internet. Ela criou o programa chamado  "Um quarto de hora", que fica armazenado em http://helofischer.podomatic.com. Como o nome indica, "Um quarto de hora" tem sequências musicais com cerca de 15 minutos de duração - algumas com mais, outras com menos. A idéia bem interessante de Heloísa é oferecer sets de clássicos com um toque de música pop e vinhetas com sons brasileiros. Os podcasts podem ser ouvidos on-line, ou baixados para audição no computador, mp3 player ou celular. Heloísa Fischer começou a vida profissional em rádio, aos 18 anos, em 1985. Trabalhou em emissoras de música pop até 1993, quando foi coordenadora de programação da rádio Opus 90 FM do Rio de Janeiro. No ano seguinte, fundou a revista VIVAMÚSICA!, que sempre teve presença em rádio. Atualmente, é comentarista da CBN, onde fala sobre grandes compositores e traz uma discoteca básica da música clássica, e MEC FM do Rio de Janeiro, além do canal "Clássicos Vivamùsica!", a bordo de todos os voos nacionais e internacionais da TAM.
 
CINEMA UNIVERSITÁRIO
Está rolando desde quinta, dia 28, o Festival Brasileiro de Cinema Universitário (FBCU). Esta é a 16ª edição do festival, que é o maior exibidor de produção audiovisual universitária brasileira e estrangeira no país. Neste ano, a Mostra Competitiva Nacional vai exibir 42 curtas. O festival recebeu inscrição de mais de 700 curtas de todo o Brasil e de outros países. As sessões são gratuitas e serão realizadas no Centro Cultural Correios e na Caixa Cultural, no Rio, até o dia 7 de agosto. Para os interessados na produção de filmes e no julgamento que acontece nos festivais de cinema, ao fim das sessões serão promovidos debates com o júri. Para mais informações, acesse o site do festival: http://fbcu.com.br/.
 
BRASIL FEMININO
A Biblioteca Nacional apresenta um exposição dedicada à produção literária e a importância social das mulheres no país. A mostra Brasil Feminino traz 150 documentos raros, além de fotos, pinturas, jornais e revistas. Entre as personalidades que fazem parte da mostra estão Clarice Lispector, Zilda Arns e Patricia Galvão, a Pagu. A exposição, que tem entrada franca, pode ser vista de segunda a sexta, das 10h às 18h; e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h, na Biblioteca Nacional, que fica na Rua México, sem número, Centro.
 
BRITNEY DE VOLTA
Foi anunciado nesta semana que a cantora pop Britney Spears, depois de dez anos, fará uma nova apresentação no Rio de Janeiro. A primeira, que aconteceu há dez anos, na última edição do Rock in Rio, foi muito criticada, pela utilização de playbacks. A volta da cantora, que passou por crises pessoais e artísticas durante esse período, será com o show da turnê Femme Fatale, seu disco mais recente, marcado para 15 de novembro, feriado da Proclamação da República, na Praça da Apoteose. A passagem de Britney pelo Brasil terá ainda outro show, no dia 18 de novembro, em São Paulo, na Arena Anhembi. De acordo com a A Time 4 Fun , que promove o evento, Britney vai cantar 21 de seus grandes sucessos.
 
PRETAS POR TER
O Teatro Municipal João Caetano, de Itaboraí, recebe neste fim de semana a comédia “Pretas por ter”, que está em cartaz há 10 anos e já foi assistida por mais de 300 mil pessoas. O texto de Alberto Damit, montado pela Companhia Baiana de Risos, traz os atores Everton Frank, Weslley Brito e o cantor Xanddy (ex-Harmonia do Samba), que entra em “off” como o diretor, conta os conflitos entre duas mulheres - uma professora conservadora, ortodoxa e cheia de manias pedagógicas ultrapassadas e uma orientadora disciplinar popular, negra e consciente. As situações inusitadas que acontecem em sala de aula e a luta pessoal e ideológica entre as duas são tratadas com humor rasgado, que leva o público a constantes gargalhadas. O espetáculo será apresentado de sexta a domingo, às 20h30, com ingressos a R$ 20. O Teatro João Caetano de Itaboraí fica na Praça Marechal Floriano, no Centro.
 
THE WHO
Que surdo, que nada! Pete Towsend, o guitarrista do The Who garantiu que a banda continua em atividade e que, em 2012, vai fazer uma excursão mundial apresentando ao vivo o álbum “Quadrophenia”, um dos clássicos da banda. Os rumores do fim definitivo – sim, porque a banda já teve vários shows de despedida, mas sempre volta – ficaram mais forte depois de um show realizado há quatro meses, quando os problemas auditivos do guitarrista começaram a atrapalhar seriamente os shows. Aos 66 anos, Towsend é a alma do Who e a possibilidade de que a banda continuasse sem ele, apenas com o vocalista Roger Daltrey dos integrantes originais, nunca foi levada realmente a sério. O próprio Daltrey chegou a declarar que o guitarrista estava completamente surdo – provavelmente por conta do título de “mais barulhenta banda do rock”, que o Who recebeu nos anos 60. Mas Towsend, mesmo admitindo que quando ouve música alta fica com zumbido no ouvido, disse que vai continuar, afinal, segundo ele, “não ficamos todos?”. Resta aguardar que, na onda das grandes apresentações internacionais no Brasil, The Who e seu “Quadrophenia” aportem por aqui em 2012.
 
JOHN CARTER DE MARTE
Todo mundo conhece Tarzan. Mesmo quem nunca tenha lido um só livro da série escrita por Edgard Rice Borroughs, certamente já topou com séries de TV, filmes de bom nível como “Greystocke” (1986) e outros não tão bons, além de desenhos animados. O que pouca gente conhece é o “irmão” de Tarzan, ou melhor, outro herói criado por Borroughs, que vive suas aventuras em um lugar bem diferente da selva africana. John Carter é um dos primeiros heróis espaciais, dentro de um gênero de ficção científica que se convencionou chamar de “space opera”. É precursor de Flash Gordon e Buck Rogers e, mesmo com um visual que muitas vezes lembrava um guerreiro do tipo Conan (outro que veio depois), John Carter foi para Marte pela pena de Borroughs, vencer uma guerra civil, casar com uma princesa, etc, etc. Desde 1931 que se tenta produzir um filme com o personagem, mas agora vai. A Disney, a Pixar e o produtor Jerry Bruckheimer (de “Piratas do Caribe” e “Príncipe da Pérsia”) estão finalizando uma super-produção, com estreia prevista para 2012. John Carter será encarnado por Taylor Kitsch (o Gambit de “X-Men Origens”), com Willen Dafoe e direção de Andrew Stanton (de “Wall-E”, “Procurando Nemo” e “Vida de Inseto”). Ou seja, a partir do ano que vem, você vai saber que é John Carter – a menos que procure um livro de Borroughs antes. Vale a pena.
 

Publicado por William Mendonça em 29/07/2011 às 21h00
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22/07/2011 21h00
BALAIO GERAL 003 – 22/07/2011

BOAS E MÁS NOTÍCIAS

O verdadeiro ícone da guitarra Eric Clapton, que vai se apresentar no Brasil em outubro, confirmou mais uma apresentação no Rio de Janeiro, já que a primeira noite (9 de outubro) já está com todos os ingressos vendidos em menos de dois dias. Essa é a boa notícia, afinal, mais uma oportunidade para assistir Clapton é algo a se comemorar. A má notícia são os preços para o show, que acontecerá no HSBC Arena. Muita gente vai se apoiar naquela de pagar meia-entrada, mas é bom ficar ligado, porque as vendas começam em 30 de julho, no site Livepass, no próprio HSBC Arena (Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401), no Posto Piraquê (Av. Borges de Medeiros s/n – Lagoa), Posto Bougainville (Rua Uruguai, 48 – Tijuca) e telefone 4003-1527. Quer saber os preços para o show extra, de 10 de outubro, então aí vai a lista:  R$ 950,00 (cadeira premier), R$ 720,00 (cadeira vermelha e camarote), R$ 600,00 (cadeira roxa), R$ 560,00 (cadeira azul), R$ 480,00 (cadeiras branca e rosa), R$ 420,00 (cadeira amarela e nível 1), R$ 340,00 (cadeira verde), R$ 280,00 (cadeira laranja), R$ 240,00 (nivel 3).

 
SAFRA DE 1991
Kid Vinil, em sua coluna no Yahoo, fez um interessante histórico dos discos que completam vinte anos em 2011. A chamada safra de 1991 traz o incomparável "Nevermind", do Nirvana, como principal lançamento, um disco que encontrou Kurt Cobain no máximo de sua criatividade e eficiência como guitarrista e vocalista. Quem já assistiu ao programa "Álbuns históricos" sobre o "Nevermind" vê que ele chegou exatamente aonde deveria - virou um marco no rock. Mas 91, como nos lembra Kid Vinil, o eterno vocalista da banda Magazine, teve outros discos marcantes - "Arise", do Sepultura, que levou o grupo brasileiro ao estrelato internacional, o ambicioso e irregular "Use your illusion 1 e 2", do Guns n'Roses, "Achtung baby", do U2, "Ten", do Pearl Jam, "Out of time", do R.E.M., e vários outros. Uma época, lembrem-se crianças, em que ninguém lançava disco primeiro na internet, em que ninguém tinha celular com MP3, até porque o MP3 nem existia, em que você ainda conseguia o vinil ou o K-7 do seu disco preferido - pois é, de lá para cá, foram vinte anos de revolução.
 
POTTER NA CABEÇA
O último filme da saga de Harry Potter chegou como um tsunami aos cinemas brasileiros, sem saber de ninguém que já estava em cartaz. No fim de semana de estreia, foram quase R$ 18 milhões de arrecadação, um público de mais de um milhão e meio de pessoas. Para se ter uma ideia do que isso representa para o mercado brasileiro, "Harry Potter e as relíquias da morte - parte 2" foi responsável por 62% do arrecadado no fim de semana de 15 a 17 de julho, em todos os cinemas do país - a melhor abertura do ano em público e renda. Ainda falta muito para atingir aos quase R$ 49 milhões arrecadados pelo quarto filme da série "Piratas do Caribe", que ainda está em cartaz e chegou a mais de 4,4 mil espectadores, mas o filho mais querido de J. K. Rowling vai longe. Nos EUA, Potter arrecadou U$ 168,5 milhões no fim de semana de estreia.
 
NOVOS BAIANOS
Um filme interessante que estreia neste fim de semana, que vale a pena assistir (se você conseguir encontrar, já que são poucas cópias) é "Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano", um documentário produzido em 2009, dirigido por Henrique Dantas. O filme mostra a efervescência do movimento musical brasileiro no final dos anos 60 e início dos 70, sob a ótica do tropicalismo e, especialmente, do grupo musical Novos Baianos - uma espécie de comunidade hippie-axé-sonora composta por Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor e Galvão . Vale muito conhecer imagens inéditas de arquivos dos próprios músicos, ouvir histórias sobre os tempos loucos, em que o Brasil amargava a sua pior ditadura, e acompanhar a influência de gente como João Gilberto e Tom Zé sobre essa turma. O próprio Tom Zé está lá, com aquela lucidez que só os gênios tem.
 
BOLA FORA DA CAIXA
Qual o limite para a influência de um patrocinador sobre um evento que apóia? É a pergunta que cineastas, críticos de arte e gente de cultura em geral está se fazendo agora, depois da decisão da diretoria da Caixa Econômica Federal de forçar a não exibição do longa-metragem "A Serbian film - terror sem limites", no RioFan, Festival de Cinema Fantástico do Rio de Janeiro, que é patrocinado pelo banco estatal. O mal-estar causado pela decisão da Caixa levou a Associação Brasileira de Críticos de Cinema a lançar uma nota de repúdio ao veto ao filme do diretor sérvio Srdjan Spasojevic. Diz a nota: "A Abraccine defende a liberdade de expressão cinematográfica e o direito de os espectadores interessados assistirem aos filmes que lhes convêm, acreditando não caber a instituições públicas ou privadas a definição sobre o que deve ou não ser visto. A responsabilidade sobre programação e observação à classificação etária de filmes apresentados num festival de cinema é da organização do evento, devendo a ela serem dirigidas eventuais questões controversas, sem, para isso, ser utilizado o ato de censura prévia (inexistente no país) a um determinado trabalho artístico". O filme já foi exibido em dois outros festivais brasileiros, no Maranhão e no Rio Grande do Sul.
 
ROCK IN RIO
A partir da meia-noite deste sábado, 23 de julho, começa a venda de ingressos para o dia extra do Rock in Rio, que vai acontecer em 29 de setembro. A nova data, que foi confirmada na semana passada pela organização do festival, terá Stevie Wonder, Jamiroquai, Janelle Monáe, Ke$ha, Joss Stone e ainda um tributo à Legião Urbana, com os remanescentes da banda de Brasília, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Os ingressos custam R$ 190 (inteira) e R$ 95 (meia-entrada) e cada CPF poderá comprar até quatro unidades, sendo apenas uma meia-entrada. As compras podem ser feitas pelo www.ingresso.com. 
 
RIO JÁ TEM SALA IMAX
O UCI do New York City Center, na Barra da Tijuca, abre nesta sexta, dia 22, a primeira sala de cinema IMAX do estado do Rio. Para a estreia, como não podia deixar de ser, a rede UCI vai exibir “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2”, em cópias dubladas e legendadas e ingressos com preços de R$ 11 a R$ 34. O espaço tem capacidade para 350 pessoas e a tela IMAX, que vai do chão até o teto da sala, serve para ampliar ao máximo o campo de visão do espectador, que tem a sensação de estar dentro do filme. Para se ter uma ideia da diferença, os cinemas com a tecnologia IMAX possuem telas com 16 metros de altura por 22 metros de comprimento, enquanto nos cinemas normais as dimensões são 12 metros de largura por 20 metros de comprimento dos cinemas normais. Os filmes IMAX são gravados e impressos em filmes de 70mm, enquanto os longas-metragens convencionais são impressos em filmes de 35mm, para evitar distorções na imagem em virtude das dimensões da tela. 
 
OBRA-PRIMA?
Dizem os sábios que quando um autor se mete a falar, e pior, elogiar a própria obra, não só incorre na sempre desagradável falta de modéstia, como quase sempre fala bobagem. É o caso de Gilberto Braga, autor da novela das 9 de Globo, que decretou: "Insensato Coração é minha obra-prima". Então, chegamos à conclusão de que a direção da novela, ou os atores, ou mesmo a parte técnica, alguém por lá vacilou feio, pois conseguiram transformar a obra-prima de Gilberto Braga em uma coisa sem pé nem cabeça, com situações forçadas e vilões bidimensionais que parecem ter saído de uma revista em quadrinhos ou de uma fotonovela (alguém ainda lembra disso?). Não há profundidade na trama de "Insensato coração", que ainda teve alguns problemas sérios na escalação de elenco. Todo mundo sabe de Gabriel Braga Nunes e Paola Oliveira não eram as primeiras, nem as segundas escolhas para seus personagens. Glória Pires se esforça, mas sua Norma não chega a empolgar. Alguém que escreveu marcos na telenovela brasileira, como "A Escrava Isaura", "Dancin Days", "Água viva" e "Vale tudo" não pode ser tão leviano com a própria obra.
 
SANDÁLIAS DA HUMILDADE
O maior ator do século XX – façam os críticos quantas listas quiserem – foi Lawrence Olivier. O inglês que se notabilizou pelos papéis shakespearianos e por ter conseguido pela primeira vez levar com sucesso as obras do bardo para o cinema, faz uma autocrítica muito interessante em sua biografia “Ser ator”. Quando tinha 70 anos e já era o mito dos mitos, Olivier, também diretor do National Theather, foi para o palco fazer o judeu Shylock de “O mercador de Veneza”. Nos primeiros ensaios, um jovem diretor criticou a forma como Olivier estava montando o papel, que parecia “Olivier fazendo Olivier”. Chocado com a crítica, coisa que não era comum, ao invés de bradar contra o jovem, ou demiti-lo da companhia, o mestre resolveu reexaminar a composição de personagem que tinha feito e, convencido de que o diretor estava certo em sua crítica, começou o trabalho do zero, como se fosse um ator iniciante em seu primeiro papel de destaque. Calçou as sandálias da humildade e, como se diz no futebol, percebeu que “ninguém joga só com o nome”. Boas lições de uma fera do teatro.
 
PREÇO POPULAR
Neste domingo, dia 24, uma oportunidade interessante para curtir o Theatro Municipal do Rio em um programa de música clássica a um preço realmente popular: R$ 1. Quem tiver disposição para chegar pelo menos uma hora mais cedo para o evento (que começa às 11 da manhã) e enfrentar aquela fila tradicional, com certeza não vai se arrepender. A programação terá um dos compositores mais espetaculares da música universal – Mozart. A obra escolhida é a Serenata para cordas N. 13 em Sol maior, K. 525 “Eine kleine Nachtmusik”. E para provar que música clássica não tem fronteiras nem sotaques, a obra será executada pela Orquestra Capella Bydgostiensis, da Polônia, com regência de José Maria Florêncio. Mas o programa ainda reserva outras obras interessantes: “Serenade”, de Elgar, “Danças romenas”, de Bartók, “Música para cordas”, de Ernani Aguiar e “Orawa”, de Wojciech Kilar.
 
EXEMPLOS DE PAULÍNIA
Acabado o Festival de Cinema de Paulínia, é bom falar, especialmente para quem administra Itaboraí, Tanguá e outras cidades que serão agraciadas com o Complexo Petroquímico que está sendo implantado pela Petrobrás, de como uma cidade dá a volta por cima usando a cultura como foco. Recebendo recursos de uma importante refinaria, que levou milhares de pessoas à cidade (que inflou repentinamente), Paulínia se viu com o dilema que Duque de Caxias já enfrentou (e perdeu) e as cidades citadas vão encarar logo, logo: o dinheiro do petróleo é ótimo, os problemas que vêm com ele são enormes. Em dado momento, os administradores da cidade paulista perceberam que não dava para seguir a vida apenas como “a cidade-refinaria” e decidiram apostar numa coisa inusitada: o cinema. Sim, o cinema. Hoje, o pólo cinematográfico de Paulínia é o que movimenta a cidade o ano todo – hotéis sempre cheios, com as equipes que vão rodar filmes por lá, créditos em oito entre dez produções do cinema nacional, um festival de prestígio que paga altos prêmios, emprego para hotelaria, transportes, infra-estrutura, comércio. Tudo isso, só apostando na cultura.
 
KIRK OU ROBOCOP?
O ator Chris Pine, de repente, virou a bola da vez quando se quer um herói de ação. Visto recentemente no adrenalínico “Incontrolável”, Pine estrelou o reboot na série Star Trek (Jornada nas Estrelas, para nós da antiga), como o interminável Capitão Kirk. E já está confirmado para o chamado “Episódio 2”, que está em produção, terá a direção de J. J. Abrams (criador de “Lost”) e tem lançamento previsto para meados de 2012. Agora surgem rumores de que, depois de descartarem vários atores de maior nome e cachê (como Tom Cruise e Keanu Reeves), os produtores da refilmagem de “Robocop”, clássico de Paul Verhoeven de 1987, querem Pine para o papel. No original, um policial, interpretado por Peter Weller, é dado como morto e transformado em um robozão pronto para descarregar as armas em cima dos bandidos. O novo filme, ao que tudo indica, terá a direção de José Padilha, que tem no currículo nada menos que os dois “Tropa de Elite” e o “Ônibus 174”. Seria o primeiro trabalho hollywoodiano de Padilha, que lida de forma bem original com o tema da violência. Resta saber se Chris Pine vai dar conta de tantos projetos de peso em pouco mais de um ano.
 
BARBIE ESTÁ ÓRFÃ
Elliot Handler, o criador da fábrica de brinquedos Mattel e da boneca mais famosa do mundo, a Barbie, morreu no final da noite de quinta-feira, dia 21, aos 95 anos. Ele foi internado às pressas e morreu por falha cardíaca. A Mattel informou o falecimento de Handler através de comunicado, nesta sexta-feira. Handler, e sua mulher Ruth, falecida em  2002, fundaram a Mattel em 1945. O que era um negócio familiar chegou ao posto de um dos maiores fabricantes de brinquedos do mundo, principalmente pela criação da Barbie em 1959. A boneca, que muitas vezes é acusada de símbolo do machismo, com pernas desproporcionalmente longas e busto muito alto, virou, também, um símbolo da cultura pop e diverte crianças há várias gerações. Handler também foi responsável pela criação dos carrinhos Hot Wheels, outro campeão de vendas em todo o mundo. Ele usou os nomes Barbie e Ken (o eterno noivo da boneca) em homenagem aos filhos Bárbara e Kenneth (falecido em 1994).
 
 
NOTA EXTRA: A MORTE DE AMY
Como já está virando uma espécie de tradição mórbida nesta coluna, diga-se de passagem totalmente involuntária, somos obrigados a trazer uma nota extra, em virtude da surpresa do fato em questão: a morte da cantora inglesa Amy Winehouse, que ocorreu hoje, há poucas horas, em Londres. Ela foi encontrada em seu apartamento, e, apesar de ter sido confirmado o óbito pela polícia local, ainda não se tem a confirmação da causa. Considerada a melhor voz surgida nos anos 2000 - seu primeiro disco é de 2003, com forte influência jazzística - Amy Winehouse quase deixou ofuscar o próprio talento pelas polêmicas em que se envolveu, desde o uso de drogas a bebedeiras homéricas e brigas nos bares da capital inglesa. Entretanto, o disco "Back to black", de 2006, é sério candidato a disco clássico, pela força do repertório e a voz da intérprete - que também tocava piano e compunha canções de grande intensidade. No início deste ano, Amy Winehouse esteve no Brasil para algumas apresentações, que chegaram a ser criticadas por serem muito curtas, mas que provaram a resistência incrível da voz da cantora aos excessos que cometia. Ela é mais uma figura pop a engrossar o clube dos astros mortos em circunstâncias estranhas aos 27 anos - podemos citar o bluesman lendário Robert Johnson, a voz Janis Joplin, o mestre da guitarra Jimi Hendrix, o xamã Jim Morrison, Brian Jones do Rolling Stones e Kurt Cobain, o maior astro do rock dos anos 90. (23/07/2011 - 15:30 h)

Publicado por William Mendonça em 22/07/2011 às 21h00
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